Vendas de aços planos crescem em novembro

As vendas de aços planos pela rede associada ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) totalizaram 254,4 mil toneladas em novembro, informou a entidade nesta terça-feira (19). Sobre o mesmo mês do ano passado, houve alta de 2,3% mas, na comparação com outubro, a queda foi de 4,7%.

A estimativa do Inda era de que as vendas recuariam 5% em relação ao mês anterior.

Já as compras subiram nas duas bases comparativas. O volume total chegou a 276 mil toneladas no mês passado, avanços de 7,7% e 7,2%, respectivamente.

O Inda também revelou que as importações somaram 89,4 mil toneladas em novembro, o que significa aumento 2,3% em comparação anual e diminuição de 24,2% em relação ao mês anterior.

Com isso, os estoques de aços planos subiram 2,4% frente a outubro, para 907,5 mil toneladas. Essa quantidade representa um giro de 3,6 meses.

Previsões

Para o último mês do ano, o instituto projeta queda de 12% em relação a novembro, nas vendas e nas compras realizadas pela rede associada.

Já no acumulado de 2017 a previsão de queda é da ordem de 2,5%, segundo Carlos Loureiro, presidente do Inda. Alguns associados, contudo, mostram tendência de estabilidade neste mês, o que pode reduzir esse recuo das vendas do ano para 2,3%, disse.

Durante o ano, apesar do fôlego obtido com a demanda do setor automotivo, que produziu mais especialmente para a exportação de veículos, houve baixa participação da construção civil e dos investimentos em capital fixo. De acordo com Loureiro, esse quadro impediu uma recuperação da rede distribuidora.

Para o ano que vem, o executivo acredita que haverá alta, mas a magnitude dependerá do ambiente econômico no Brasil. Caso a reforma da Previdência de fato seja aprovada, a estimativa é de vendas 5% maiores. Se não passar pelo Congresso, esse avanço seria de 2,5% a 3%.

Já o consumo aparente  -- vendas internas das usinas e importações --, que terminou novembro em 825,9 mil toneladas, com alta de 8,8% na comparação anual, provavelmente fechará o ano com incremento de 13% a 14%. Em 2018, essa alta será de 5% a 6%, prevê Loureiro.

Fonte: UOL
Seção: Metalurgia & Distribuição
Publicação: 20/12/2017